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Luiz Valério

Sou da opinião que falar sobre si próprio é um dos textos mais difíceis de se produzir, pois é inegável que o viés pessoal estará presente de uma forma ou de outra, seja em excessos ou em carência de informações.

Portanto, para tentar reduzir o viés ao mínimo possível, resolvi apresentar-me de uma forma um pouco distinta. Ao invés de destacar detalhadamente, por exemplo, minha formação acadêmica, currículo profissional, etc., achei por bem falar mais de momentos.

E que momentos seriam esses? São dois momentos que considero como determinantes em minha formação literária e amor pelas palavras.

Primeiramente, por volta de meus 12 – 13 anos de idade quando conheci a biblioteca particular de meus tios e padrinhos de batismo Jayme (Advogado) e Diva (Professora). Foi a primeira que vi em minha vida e era um lugar absolutamente encantador. Além disso, posso afirmar que ali teve início meu caso de amor com os livros e que nunca mais me abandonou. Inclusive, como sob a perspectiva infantil tudo o que pertence ao mundo dos adultos adquire uma proporção diferente, pra mim aquela biblioteca era enorme (e assim continua até hoje em minhas recordações).

O segundo  momento divisor de águas ocorreu poucos anos depois quando eu tinha por volta de 16 anos e cursava o 2º Grau (atualmente se chama Ensino Médio) no SENAI e tive um professor de Língua Portuguesa e Literatura (José Israel Dolor) que foi um dos melhores que já tive na vida. Ele foi responsável por meu genuíno interesse por literatura nacional e estrangeira e bem como me apresentou o fascinante mundo da MPB por intermédio de um workshop de interpretação de letras de músicas.

Sendo assim, considero que estes dois momentos foram absolutamente determinantes na minha formação literária e propulsores de inúmeros outros que vieram na sequência.

Portanto, avalio que sou resultante destas e inúmeras outras influências e meu trabalho reflete minha percepção da vida, de sentimentos, do convívio em sociedade e da condição humana.